Conforme prometido aqui vos deixo o resumo do nosso dia 29 de Março.
7h30m - rompe a bolsa das águas. Sensação de descontrolo total. O meu mori ainda estava em casa. "Mori, acho que rebentou a bolsa das águas".
Ainda hesitei mas decidi ir tomar um banhinho rápido e irmos para a maternidade.
Fomos devagar, nenhuma contracção.
Chegámos à CUF eram 8 e pouco.
Fiquei à espera numa salinha e o meu mori foi tratar da papelada para o internamento.
Os dois já na sala, aguardamos a chegada de uma médica.
Ela pede-me para me deitar na marquesa e voilá...."estou a fazer-lhe aqui uma maldade para ele nascer mais depressa".
Não quero de forma alguma passar medo ou sensação de pânico às mamãs que vão ter bebés, mas....doeu-me imenso. Soltei um breve "Au!". O meu mori foi logo dar-me a mão, para me dar aquele apoio que só ele poderia dar naquele momento.
Fui então para o quarto onde ficámos os dois à espera da hora.
Meteram-me o soro, pediram-me para vestir uma batita e ir evacuar.
O bom...podia comer uns reboçaditos que eles tinham lá ehehhehe
Ligada ao CTG ía controlando as contracções e as batidas cardíacas dele.
Comecei a notar que as contracções não eram elevadas mas que de vez em quando me doía imenso.
Chega uma médica com uma enfermeira e preparam-me para quando tivesse de levar a epidural. Horrível.
Quase 13h e já 2 toques (de subir às paredes) e a médica diz que possivelmente teria de recorrer à cesariana. Estava apenas com 3 dedos de dilatação e o Guilherme já estava a fazer bossa. Ou seja, estava a bater com a cabeça, a tentar nascer.
Disse-me que ía esperar mais 1 horita e se não houvesse evolução, teria mesmo de ser.
Dão-me então a 1ª dose de epidural, para amenizar as dores.
Quase 14h.....3 dedos de dilatação na mesma. Nada a fazer.
Levam-me então para a sala de operações.
O meu coração estava a mil. Naqueles minutos enquanto me preparavam, eu pensei em tanta coisa.....acho que a vida me estava a passar ali à frente dos olhos.....
As enfermeiras, a médica, super atenciosas, íam falando comigo.
14h15 - "Parabéns mamã, está aqui o seu filhote". Com o pano, apenas lhe vi um bracito, levaram-no para o limpar, etc. Fazia-se ouvir Grabielle, com "Out of reach".
Quando o oiço chorar, não consegui conter-me mais. Comecei a chorar tanto que a médica me disse "Ena mamã, isto é tudo emoção". O meu ritmo cardíaco deve ter disparado! Ehehhehehe
Começo a olhar para o meu lado esquerdo à espera que mo trouxessem. Aparece do meu lado direito. A enfermeira deita-o ao pé de mim. Foi o momento mais mágico, mais indescritível. Olhos tão abertos, sem chorar....apenas a olhar para mim.
Levam-me para a sala de recobro e o meu mori vai para junto de mim.
Chega o Guilherme logo a seguir. A enfermeira deita-o junto a mim para eu lhe dar de mamar. Eu nem sei, nem tenho palavras para vos definir o que estava a sentir.
Quase 17h levam-me para o quarto. Lá já nos esperavam, aos 3, os meus pais e a mãe do Filipe.
Emoção total. Uma choradeira :) Mas de felicidade, de realização plena. Nós como pais e eles como avós.
Saí no Sábado, apenas ficámos 2 dias. A médica disse que eu estava bem e o Guilherme também.
Hoje, já em casa.....vos digo: O Guilherme é a nossa luz. Já não saberiamos viver sem ele.
A todos, muito obrigada pelas palavras que deixaram na nossa ausência.
Índice de ApgarAo 1º minuto - 9
No 5º minuto - 10
Peso - 2.665Kg
Medida - 47cm
P. cefálico - 33,7cm